William Eggleston – a cor americana

Exposição de William Eggleston no IMS tem sala dedicada à série realizada em cromos

Publicado em: 26 de junho de 2015
Sala com a série de fotografias feitas em cromo da exposição "William Eggleston, a cor americana", no IMS-RJ

Sala com a série de fotografias feitas em cromo da exposição “William Eggleston, a cor americana”, no IMS-RJ

 

Quando inaugurada a exposição Fotografias de William Eggleston, em 1976, no Museu de Arte Moderna de Nova York, a fotografia colorida era considerada marginal no circuito da arte. O então diretor do departamento de fotografia do museu e curador da mostra, John Szarkowski, escolheu 75 fotografias de um conjunto de 375 cromos apresentados por Eggleston, focado no material produzido entre os anos 1972 e 1974.

Foi nesse período que Eggleston deixou de lado os negativos coloridos e começou a se dedicar aos diapositivos, que lhe permitiam maior controle da cor. Com essa mudança veio sua descoberta da impressão em dye-transfer, técnica cara na época, mas que lhe permitia isolar as cores, intensificá-las e imprimi-las separadamente.

A exposição William Eggleston, a cor americana, em cartaz até dia 28 de junho no IMS-RJ, tem uma sala dedicada à produção em cromos de Eggleston. O núcleo é formado por 43 ampliações em dye-transfer, vindas de coleções internacionais importantes – a maior parte pertence ao acervo do MoMA e esteve na lendária exposição de 1976.

 

Sala com a série de fotografias feitas em cromo da exposição "William Eggleston, a cor americana", no IMS-RJ

Sala com a série de fotografias feitas em cromo da exposição “William Eggleston, a cor americana”, no IMS-RJ

 

Duas obras muito conhecidas compõem esse conjunto: O teto vermelho e Triciclo. Esta última estampa a capa do livro da exposição do MoMA, Guia de William Eggleston, primeira publicação de fotografia colorida do museu. O livro se tornou um clássico da fotografia. As fotos de Eggleston, que introduzem o uso da cor, os temas banais e as cenas cotidianas no contexto da arte moderna, são analisadas pelo crítico John Szarkowski no mais importante ensaio já escrito sobre o fotógrafo. Szarkowski discute o problema da introdução da cor na fotografia e reconhece que Eggleston se utiliza da cor para determinar a forma, e não como recurso acessório. O ensaio é publicado pela primeira vez em português no catálogo da exposição do IMS.

William Eggleston, a cor americana é a maior exposição já realizada sobre o fotógrafo, com 172 obras das décadas de 1960 e 1970, considerados os anos de ouro de sua produção. É também a primeira vez que Eggleston mostra seu trabalho no Brasil.

Mais sobre a exposição em dev.revistazum.com.br/we.

 

Instalação da exposição "Fotografias de William Eggleston", 1976. © The Museum of Modern Art, New York

Instalação da exposição “Fotografias de William Eggleston”, 1976. © The Museum of Modern Art, New York

 

Instalação da exposição "Fotografias de William Eggleston", 1976. © The Museum of Modern Art, New York

Instalação da exposição “Fotografias de William Eggleston”, 1976. © The Museum of Modern Art, New York

 

Instalação da exposição "Fotografias de William Eggleston", 1976. © The Museum of Modern Art, New York

Instalação da exposição “Fotografias de William Eggleston”, 1976. © The Museum of Modern Art, New York

 

Instalação da exposição "Photographs by William Eggleston", 1976. © The Museum of Modern Art, New York

Instalação da exposição “Fotografias de William Eggleston”, 1976. © The Museum of Modern Art, New York